Afroturismo: A Jornada pela Cor da Nossa História Maio 2026 | Page 7

Que tal trocar a agitação das ruas pelo silêncio luxuoso de um refúgio a dois na Polinésia Francesa?

SF:  Carlos, a Diáspora. Black completa uma década em 2026. Como você define a evolução do afroturismo de um nicho para um pilar de reparação histórica e educação no Brasil?

Carlos: Quando começamos a Diáspora.Black, há quase dez anos, o afroturismo era visto quase

como uma curiosidade cultural, um nicho muito específico dentro do turismo. Hoje ele se consolidou como uma ferramenta poderosa de educação, memória e reparação histórica. Essa evolução aconteceu porque existe uma demanda crescente por narrativas mais completas sobre o Brasil.

O país foi profundamente moldado pela presença africana e afro-brasileira, mas essa história muitas vezes foi invisibilizada nos roteiros turísticos tradicionais.

O afroturismo surge justamente para reposicionar essa memória no centro da experiência de viagem. Ao longo da última década, vimos o afroturismo deixar de ser apenas um produto turístico e se tornar também uma plataforma de formação cidadã. Ele conecta pessoas a territórios, a saberes ancestrais e a histórias que ajudam a compreender melhor quem somos como sociedade.

Nesse sentido, ele também contribui para processos simbólicos de reparação,

porque devolve protagonismo a narrativas e comunidades historicamente apagadas.

Bloco 1: Propósito e Atuação