SF: No lado prático do negócio, como é estruturada a estratégia de venda? A plataforma própria é o canal principal ou existe um trabalho de rede com outras
agências e DMCs para escalar o alcance dessas experiências?
Carlos:
viajantes. Mas também entendemos que o turismo funciona muito em rede. Por isso mantemos parcerias com operadoras, agências de viagem, DMCs e organizações internacionais que buscam experiências culturais autênticas no Brasil. Esse modelo híbrido permite escalar o alcance das experiências sem perder o controle da curadoria e da qualidade.
SF: Para encerrar: por que o afroturismo é uma experiência necessária não apenas para a população negra, mas para todos os viajantes que desejam entender a formação real do Brasil?
Carlos: Porque não é possível compreender o Brasil sem compreender a história africana e
afro-brasileira.
O afroturismo convida o viajante a olhar para o país de forma mais completa: entendendo
as contribuições culturais, as lutas por liberdade, as formas de resistência e também os
desafios que ainda enfrentamos.
Ao participar dessas experiências, as pessoas ampliam seu repertório histórico e cultural e passam a enxergar o Brasil com mais profundidade. No fim das contas, o afroturismo não é apenas sobre viajar, é sobre aprender, reconhecer e construir pontes entre passado, presente e futuro.
O Passaporte do Afroturismo, é um documento físico e simbólico criado pelo Guia Negro, que funciona como um caderno de viagens para ser carimbado, colado e colecionado conforme o viajante explora locais de memória, cultura e história negra pelo país.