Bloco 3: Territórios e Curadoria (SP e RJ)
São Paulo: A Modernidade e a Resistência Negra Urbana
A entrevista destaca que a presença negra em São Paulo não é apenas um fato do passado colonial, mas uma força urbana, contemporânea e inovadora.
Territórios Vivos: Locais como o Quilombo da Saracura (ligado à Vai-Vai) e a Vila Itororó são usados para conectar arquitetura, memória e cultura popular.
Narrativa de Resistência: O objetivo é mostrar como as comunidades negras construíram redes de sociabilidade no coração da metrópole, combatendo o apagamento cultural e integrando a história negra à estrutura fundamental da cidade.
Rio de Janeiro: Curadoria e Autenticidade. No Rio, a seleção de parceiros (guias, artesãos e anfitriões) foca na relação orgânica com o território.
Critérios de Seleção: Os parceiros devem ter uma conexão real com o local, sendo frequentemente mestres de tradição, artistas ou pesquisadores que fazem parte daquela comunidade.
Mediação Cultural: A Diáspora.Black investe na formação contínua desses parceiros para garantir que a experiência turística seja acolhedora, informativa e, acima de tudo, respeitosa com as memórias locais.
Em síntese: O foco da iniciativa é transformar o turismo em uma ferramenta de valorização da identidade negra, tratando locais históricos como espaços vivos e garantindo que as narrativas sejam contadas por quem realmente pertence a esses territórios.