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A Árvore Os dois homens não queriam ficar contra o Governo a que pertenciam, mas também não podiam ficar contra as pessoas da ilha e deixá-las morrer injustamente. Assim, decidiram ajudar os aldeões a proteger a árvore. Correram para o meio da aldeia e chamaram todos para os avisar do perigo que corriam, das intenções do Governo em retirar a Árvore da Ilha a todo o custo para fazer experiências com ela. - Como sabemos se podemos confiar em vocês? Já nos enganaram uma vez ao fazerem-se passar por amigos! – disse um aldeão zangado. - Acreditem, nós queremos ajudar-vos. Também não queremos que nada aconteça a esta linda terra – respondeu o João confiante. - Vamos! Não temos muito tempo, temos de nos preparar para lutar contra eles – disse o Tomás com pressa. O Tomás ajudou a melhorar as armas deles, porque com aquelas armas não iriam ter muitas possibilidades e o João preparou-os para a batalha. Enquanto isso, uma criança assustada foi a correr e agarrou-se ao tronco da árvore a chorar e disse – Árvore, ajuda-nos por favor!. A Árvore ficou azul e começou a deitar umas folhas, cheias de brilho, que quando caíram no chão, começaram a fazer nascer uns monstros de madeira preparados para a batalha. Os dois homens, ao verem aquele milagre, acreditaram logo que tinham feito bem em juntar-se aos aldeões e que aquele sítio e aquela magia nunca deviam ser destruídos. Meteram-se em posição e já se começavam a ouvir uns helicópteros e avistavam-se uns barcos a aproximarem-se. A árvore continuava a deitar as folhas brilhantes, que começaram a transformar-se em pássaros gigantes de madeira com as asas feitas de folhas para atacarem os helicópteros e também em baleias enormes de madeira para combaterem os barcos. O Governo, já via a vitória em risco, então fez um ataque surpresa e um grupo de combatentes saltou diretamente sobre a árvore e começou a tentar cortá-la. Esse ataque fez com que todos enfraquecessem. O João e o Tomás aperceberam-se e correram para lá, para afastar os soldados e proteger a Árvore. A batalha acabou e os habitantes da ilha venceram. Foram todos a correr para o pé da árvore felizes por terem conseguido vencer. A árvore continuava azul e, de repente, lançou um raio luminoso para o ar e apareceu um escudo. Esse escudo envolveu toda a ilha e tornou-a invisível às outras pessoas. Assim, todas as pessoas, todos os animais e todas as plantas ficariam protegidas. Esta árvore era mágica, mas todas as árvores são fonte de vida e toda a vida deve ser protegida. João Pereira – 6.ºA Vencedor da modalidade de prosa – 3.º escalão V Concurso Concelhio de Prosa, Poesia e Ilustração Página 19