A Voz dos Reformados - Edição n.º 163 A VOZ REFORMADOS - N 163 - Page 2

2 A Voz dos Reformados | Janeiro/Fevereiro 2020 Janeiro/Fevereiro 2020 | A Voz dos Reformados Em foco E D I T O R I A L Bom Ano, boas lutas Este é o primeiro número do Jornal deste ano em que voltamos a entrar em contato com os nossos leitores e em que optámos pelo envio do jornal nos meses pares do calendário por nos parecer logisticamente exequí- vel. Aproveitamos esta oportunidade para vos desejar que 2020 nos traga sinais da paz, da concórdia e da jus- tiça social. Iniciámos este ano convictos de que as nossas reivindi- cações que elencámos no Caderno Reivindicativo para 2020 tenham boas perspetivas de ser concretizadas e deste modo fortalecer os nossos direitos, o direito a melhores condições de vida. Colhemos a primeira vitória, em 15 de janeiro, quan- do expressámos o nosso descontentamento e o nosso protesto em 12 cidades distritais do país e obtivemos uma vitória no aumento extraordinário de 10 euros mensais para as pensões mais baixas; resta-nos conti- nuar a luta não só para valorização de todas as pensões como também lutar pela melhoria dos serviços públi- cos em especial o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O SNS enferma de entorses resultantes da política de direita de sucessivos governos que reduziram o inves- timento financeiro em anos consecutivos, atrasaram propositadamente o investimento no equipamento para recorrer aos serviços privados de saúde, desmoti- vando os profissionais de saúde que progressivamente abandonaram os serviços públicos criando carências graves no seu funcionamento e tornando mais caros os serviços prestados com todo o tipo de taxas moderado- ras cobradas aos utentes. Reconhecendo o esforço, dedicação e a correção do trabalho de milhares de trabalhadores da saúde que prestam relevantes cuidados aos utentes entendemos que os objetivos da nossa luta pelos melhores cuidados de saúde passam obrigatoriamente pela solidariedade com os trabalhadores, na defesa dos seus direitos e que em 31de janeiro promoveram uma grande jornada na- cional de luta. Nesta luta não há lugar à resignação, nem tempo para esperar; é importante que se intervenha desde já com confiança e determinação na defesa de uma das con- quistas de Abril, a defesa do SNS. O Caderno Reivindicativo para 2020 aprovado pelo MURPI dá resposta a inúmeros problemas relaciona- dos com o bem-estar e a segurança de todos os refor- mados, pensionistas e idosos que aspiram viver o tem- po da sua reforma com respeito pelos seus direitos. Para tanto é importante defender o nosso movimento associativo que se encontra materializado no imenso trabalho desenvolvido por milhares de dirigentes das Associações de Reformados que dedicam o tempo da sua reforma trabalhando voluntariamente para o bom funcionamento das instituições. Bom Ano, boas lutas. Casimiro Menezes a voz dos reformados Diretor: Casimiro Menezes • Conselho Editorial: António Valverde, Casimiro Menezes, Joaquim Gon- çalves, Jorge Figueiredo, Manuel Passos, Manuel Pinto André, Maria Amélia Vicente, Vitor Lopes • Colaboradores: Anita Vilar, António Bernardo Colaço, Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), Coutinho Duarte, Isabel Quintas, José Manuel Sampaio, Manuel Cruz, Zillah Branco, José Núncio e Eduardo Baptista • Design Gráfico: Fernando Martins • Propriedade, Administração e Redação: Confederação Nacional de Reformados, Pensio- nistas e Idosos/MURPI (70.000 sócios) • Rua de Ovar, Lote 548 - 1.º C, 1950-214 Lisboa • Telf.: 218596081 • Email: murpi@murpi.pt • Site: http://www.murpi.pt • Impressão: MX3, artes gráficas - Pq. Ind. Alto da Bela Vista - Sulim Parque, 2735-340 Agualva Cacém - 219 171 088 • Assinatura anual: 5,00€€ € • Periodicidade: Bimestral • Tiragem: 2.000 exemplares. Isento de registo no ICS ao abrigo do Decreto Regulamentar 8/99 de 9 de Junho, 12.º, n.º 1 a) • NIF: 500816794 • Depósito Legal n.º 67124 Jor nal dos Refor mados, Pensionistas e Idosos 3 Em foco CADERNO REIVINDICATIVO 2020 FORTALECER O MOVIMENTO ASSOCIATIVO DOS REFORMADOS (MURPI) SÓ O PORTUGAL DE ABRIL, RESPEITARÁ O OUTONO DA VIDA Alicerçado nos valores de Abril e na ri- queza dos seus ideais foi possível criar este Movimento Unitário de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI). As Associações de Reformados são impor- tantes centros cívicos de associativismo, privilegiando atividades que contribuem para a convivência cívica e democrática, para o fortalecimento do convívio, da so- lidariedade e da participação social, polí- tica, cultural e desportiva dos seus asso- ciados. Inicialmente criadas como centros de convívio e de organização na defesa dos direitos dos reformados, muitas adquiri- ram o estatuto de IPSS e alargaram o âm- bito da sua inicial atividade para abrange- rem a prestação de serviços, de resposta social com a criação de Centros de Dia, Serviço de Apoio Domiciliário e, em al- gumas situações, a gestão de residências para idosos, sem fins lucrativos. Adaptaram e construíram equipamentos de raiz, contrataram trabalhadores para garantirem o funcionamento adequado dos seus serviços e, em sucessivas déca- das, foram-se adaptando às novas exigên- cias da lei, dando resposta aos numerosos problemas de índole social, muito à cus- ta do voluntariado não remunerado dos seus dirigentes e trabalhadores no cum- primento de funções da responsabilidade da Segurança Social. A par deste esforço as Associações de Re- formados e Pensionistas continuam a de- senvolver ações na vida cultural, lúdica e desportiva, de que destacamos: • Criação de grupos de cantares e de música, • Visitas culturais ao património edifi- cado e paisagístico, • Ateliês de trabalhos manuais e de pin- tura, • Ações de formação e de informação, • Sessões de debates sobre diversos te- mas, • Instalação de universidades seniores e intergeracionais, • Outras atividades que dão resposta às necessidades mais sentidas por esta ca- mada populacional. Estas Associações de Reformados devem exigir junto dos Serviços da Segurança Social os meios técnicos, financeiros e materiais que valorizem e melhorem as condições remuneratórias e laborais dos seus trabalhadores e dignifiquem o esta- tuto dos dirigentes associativos. Devem ainda reivindicar apoio financei- ro do Estado para as atividades de âmbito cultural e desportivas que promovem. a voz dos reformados Jor nal dos Refor mados, Pensionistas e Idosos B O L E T I M D E A S S I N AT U R A NOME: CADERNO REIVINDICATIVO 2020 Setúbal avança na defesa do Caderno Reivindicativo Joaquim Gonçalves O Caderno Reivindicativo do MURPI tem como centralidade a necessidade de serem criadas as condições de vida dos reforma- dos, pensionistas e idosos, em matéria da valorização das reformas e pensões, no combate ao isolamento e à pobreza e na adoção de uma verdadeira Estratégia Na- cional que conduza à concessão das pres- tações sociais devidas e uma política de medidas que promovam o direito o enve- lhecimento com direitos. As Associações de Reformados são im- portantes centros cívicos de associativis- mo, que devem privilegiar atividades que contribuem para a convivência cívica e democrática, para o fortalecimento do convívio, da solidariedade e da participação social, política, cultural e desportiva dos seus associados. É fundamental dar prioridade à luta pela concre- tização da solidariedade alicerçada em políticas públicas que favoreçam uma mais justa distribui- ção da riqueza produzida, e à luta pela concretiza- ção das funções sociais que garantam a igualdade de acesso de todos os portugueses à saúde, à segu- rança social, à educação e à cultura. DIA INTERNACIONAL DA MULHER Lutar pela igualdade e direitos das mulheres Fátima Amaral Dirigente do MDM MORADA: LOCALIDADE TEL./ TELM.: Jornal CÓD. POSTAL: E-MAIL*: 1 ano Donativo € Data / / 5 € / 2 anos 10 € Novo Renovação O assinante * Facultativo O pagamento no ato da assinatura, pode ser feito por vale de correio ou cheque, emitido ao MURPI, para o endereço: RUA OVAR - LT 548, 1 C, 1950-214 LISBOA. NIB 0035 2177 0000 9361 7305 9 , devendo neste caso avisar por e-mail para murpi@murpi.pt. Pode, ainda, ser efectuado por transferência bancária para o FARPIBE/MURPI NO DISTRITO DE BEJA R: DOS AÇOUTADOS 18 • 7800-493 BEJA FARPIL/MURPI NO DIST. DE LISBOA R OVAR 548 1 C • 1950-214 LISBOA FARPIE/MURPI NO DISTRITO DE ÉVORA FARPIS/MURPI NO DIST. DE SETÚBAL R DE MACHEDE 53 • 7000-864 ÉVORA- AV 25 DE ABRIL - EDF MONTE SIÃO TORRE DA MARINHA • 2840-443 SEIXAL FARPIP/MURPI NO DISTRITO DO PORTO R DE CONTUMIL BL1 ENT. 724 CV 18 • 4350-130 PORTO FARPILE/MURPI NO DISTRITO DE LEIRIA R 18 DE JANEIRO 13 • 2430-256 MARINHA GRANDE FARPIR/MURPI NO DIST. DE SANTARÉM R DR BERNARDINO MACHADO 17 • 2090-051 ALPIARÇA MURPI • Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos RUA OVAR, 548, 1.º C – 1950-214 LISBOA | Telef. 218 586 081 | murpi@murpi.pt | www.murpi.pt www-facebook.com/MURPI-Confederação-Nacional-de-Reformados-Pensionistas-e-Idosos É necessário sensibilizar e discutir com os ativis- tas, dirigentes das Associações de Reformados, Pensionistas e Idosos e os técnicos da área social que trabalham nas Associações para a questão le- vantada: envelhecer com direitos. É preciso dinamizar e mobilizar os dirigentes e associados das Associações e Comissões de Refor- mados para iniciativas e lutas que deem expressão à exigência de um Portugal com direitos, liberda- des políticas e sociais para as sucessivas gerações de homens e mulheres que passam à con- dição de reformados. A Federação Distrital de Setúbal do MURPI vai desenvolver em 2020 ações conjuntas com as Associações e com os dirigentes da Confederação, no sentido da promoção de debates e de intervenções públicas des- centralizadas para a divulgação do cader- no reivindicativo, para a mobilização dos seus associados na defesa do direito a viver e envelhecer com dignidade, com integral respeito pelos direitos constituídos, à pro- teção social, à saúde, à cultura e tempos li- vres, à habitação e à mobilidade. Para pre- paração dessas ações serão programadas visitas a todas as associações, programan- do reuniões com os seus dirigentes tendo em vista a sua sensibilização. A Federação Distrital de Setúbal do MURPI irá continuar a reunir com as autarquias locais para dar a conhecer o seu programa de ação e apresen- tar o caderno reivindicativo do MURPI, sensibili- zando os órgãos do Poder Local nas áreas das suas competências. Esta atividade tem como objetivo fortalecer o Movi- mento Associativo dos Reformados, Pensionistas e Idosos, MURPI e contribuir para a definição de uma estratégia para um envelhecimento com direitos. Em Portugal, parece estar longe de ser cumprido o direito reconhecido internacionalmente das pes- soas idosas a serem actores da sua autonomia e independência, respeitadas, ouvidas, protegidas e não discriminadas. Portugal é dos países da Europa que mais maltra- ta os idosos, sendo que as mulheres são as mais afectadas. As mulheres têm maior esperança de vida mas vivem com menos qualidade de vida necessitando pois de maior protecção, designadamente de mais cuidados de saúde. Na verdade, as mulheres idosas vão acumulando desvantagens, fruto da pobreza, do mau alojamento, da má nutrição, dos cuidados médicos inadequados e do nível de instrução. O crescente número de pessoas mais velhas em Portugal exige adaptações e respostas mais rápidas e com melhores resultados por parte das políticas governamentais, nomeadamente por parte dos sistemas públicos de suporte, como são o caso dos sistemas de saúde, segurança social, educação, jus- tiça e transportes. Para o Movimento Democrático de Mulheres, as mulheres mais velhas merecem todo o respeito pelo muito que já contribuíram para a sociedade e para o progresso do país e podem continuar a ser úteis para a comunidade. Estas mulheres têm direito a poder viver com digni- dade e segurança, sem ser objecto de discriminação de exploração e maus tratos. Mas é preciso lutar e por isso se apela para que venham participar nas comemorações do Dia In- ternacional da Mulher, no próximo dia 8 de Março, em Lisboa, na Manifestação Nacional de Mulheres, promovida pelo MDM, com início nos Restaura- dores, às 14,30 h e desfile para a Ribeira das Naus. Mostrem a vossa capacidade de contribuir para tornar Portugal um país mais justo e inclusivo. Estejam presentes. Venham dar visibilidade às vossas reivindicações. A força da unidade em defesa dos direitos das mulheres e pela paz