A notícia que você precisa em primeira mão da sua região Nossa Revista Ponto Com nº 02-Fev/Mar-Jundiapeba | Page 28

> SAÚDE EM RISCO 28 DEPRESSÃO Uma Doença Silênciosa Considerada o “mal do sécu- lo” pela Organização Mun- dial da Saúde, a depressão atinge em torno de 350 mi- lhões de pessoas no mundo, segundo a OMS. Trata se de uma doença psiquiátrica, crônica e recorrente que produz alteração de humor, caracterizado por profunda tristeza e sentimento de de- sesperança. De acordo com relatório global lançado pela OMS, em dez anos os casos aumentaram mais de 18%, o índice de pessoas diagnosti- cadas. No Brasil, estima-se que 5,8% da população se- jam afetadas, sendo a maior taxa do continente America- no. Como identifi car o início da doença? A doença pode se manifestar de varias for- mas, e pode causar diferen- tes sintomas, entre eles: Sentir- se deprimido por um longo período de tempo, quase todos os dias, falta de prazer nas atividades coti- dianas. Alteração no peso, de for- ma não intencional (ganho ou perda excessiva). Distúrbio de sono, insônia ou sonolência excessiva, praticamente todos os dias. Problemas psicomotores, como agitação ou apatia. Sentimento permanente de culpa e inutilidade Difi culdades de concentra- ção, habilidades diminuídas. Pensamentos de suicídio e morte Baixa alta estima Alteração de libido. Segundo a psicóloga Elai- ne Bezerra, a depressão pode ser desencadeada por eventos que chama de ga- tilhos, ou pode surgir apa- rentemente do nada. Acontecimentos traumáti- cos na infância, stress físi- co e psicológico e algumas doenças sistêmicas como: hipotiroidismo consumo de drogas licitas (álcool) e ilíci- tas (cocaína) e certos tipos DAIANE AQUINO tipos de medicamentos, as anfetaminas também contribui para um quadro clinico de depressão. Mas, o que causa de- pressão? Ao contrario do que normalmente se pensa, os fa- tores sociais e psicológicos muitas vezes são conseqüências e não a causa da depressão RELAÇÃO ENTRE DEPRESSÃO E SUICÍDIO. Ambos estão relacionados, entretanto nem todas as pes- soas que apresentam transtorno depressivo estão sujei- tas ao suicídio, ou corre risco de cometer. Tratamento “O tratamento pode ser por meios de medicamentos anti- depressivos, dependendo da intensidade que o transtor- no se manifesta. É de suma importância que o tratamento seja determinado e acompanhado por um Psicólogo ou Psiquiatra. Existe uma grande variedade de remédios que ajudam a regular a química cerebral. Somente o médico pode recei- tar a quantidade e variedade apropriada para cada caso e necessidade do paciente”, relata a Psicóloga Maria da Gló- ria Ferraz. Psicóloga Maria da Gloria Ferraz CRP 06/127797 (11) 98720-8507 tim E-mail: mgloria_ferraz@hotmail.com > Fevereiro/Março | 2019 www.nossarevista.com