A democracia sob ataque | Page 89

trabalho da formação política, da preparação das militantes para ocupação de cadeiras parlamentares.
Embora o Brasil conte com políticas alternativas, não existem resultados positivos: a prática tem que ser mais impactante, mais audaciosa. É necessário forçar o entendimento dos partidos políticos para a importância da representação feminina nos Parlamentos, ao cumprimento da Lei. O TSE está fazendo sua parte. Punindo os partidos que não cumprem as leis. Parabéns, TSE! Os que ignoram as leis não podem ficar impunes! Se as mulheres não conseguem se fazer entender por via da militância, que seja por via da LEI!
Este é o foco do movimento de mulheres do PPS. É a mulher na política! Mas por quê?
Muito simples de compreender: por conta da importância da pauta feminina nos Parlamentos, que se reflete na luta de políticas públicas para as mulheres que vai da questão da saúde pública à criação de creches passando pela violência pública e doméstica.
‘ Alguns’ posts contemplam nossas políticas e mostram a contemporaneidade da luta. Dizem respeito a sexo, sexualidade, reprodução, direitos reprodutivos. E, ao câncer que condena a sociedade à degradação: a Violência Contra a Mulher.
[…] há falta de conhecimento dos profissionais de saúde sobre as diversas orientações sexuais, identidades de gênero [ e raça ]. [ Carolina Ambrogini, especialista em saúde feminina e sexualidade ]
Quando a mulher consegue dizer que se relaciona com mulheres, é comum que seja tratada como virgem. Por isso, muitos profissionais deixam de realizar o exame ginecológico quando indicado ou deixam de colher o Papanicolau, o que coloca as mulheres que se relacionam com outras mulheres à margem do cuidado em saúde adequado, retardando a realização de exames e diminuindo a chance de atuar preventivamente. [ Luiza Magalhães, Médica de Família e Comunidade ]
Ninguém defende que mulheres abortem. [...] A defesa pela descriminalização e legalização é para que a mulher possa ser acolhida e receber um atendimento digno no hospital público, conforme propõem os principais tratados internacionais e a Organização Mundial de Saúde( OMS). Católicas abortam, evangélicas também. É a vida concreta que se sobressai às falácias, ao moralismo e à doutrinação. [ Por Paula Guimarães-Desacato. info ]
Por práticas militantes mais audaciosas
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