Não é fácil traduzir a linguagem literária e transformar um livro em adaptação cinematográfica. Na verdade, é uma tarefa muito difícil e os responsáveis pela adequação não só tem suas preocupações voltadas para o roteiro, como também outra questão geralmente é levada em conta: agradar quem previamente conhece a história, leu o livro e irá aos cinemas avaliar a obra como também quem só leu a sinopse e irá assistir um filme onde não sabe muita coisa sobre o mesmo.
Cinema e literatura são campos da arte muito próximos, mas ambos têm suas particularidades. Ás vezes, algo que funciona perfeitamente num livro, não se encaixa tão bem quando é transportado para o mundo do cinema, e vice-versa. Mas atualmente, isso já é algo tão normal que uma forma de arte completa a outra. Quem já conhece o mercado de adaptações, só ao ler um livro que se torna sucesso – atualmente, livros do
gênero young adult estão sendo muito adaptados, e exemplos como ‘A Culpa É Das Estrelas’, ‘Divergente’, ‘Maze Runner’ e ‘Jogos Vorazes – A Esperança’ são alguns dos que irão para as telonas em 2014 – já é possível prever se este irá ser adaptado em breve ou não.
Convenhamos, nos dias de hoje, é difícil encontrar ou criar um roteiro bom, criativo e original que atraia o público e, de certa forma, o caminho já está meio andado quando ao invés de um roteiro original se escolhe levar as emoções de um livro para as telas. Já existe um público “garantido”, o que conhece a obra, que vai ficar curioso para saber como a história será traduzida para outro meio. Além disso, já existem personagens
moldados e prontos que só precisam de uma nova visão para que se encaixem na adaptação, não existe a necessidade de desenvolver psicologicamente os personagens por que, pelo menos o que se espera, é que o autor já tenha feito isso.