Questões como a semelhança dos personagens, ambientes e a presença do maior número de cenas presentes no livro fazem com que haja mais chances dos fãs do livro aprovarem a adaptação. Alguns diretores contam inclusive com a ajuda dos autores da obra nos sets de filmagem para que consigam ter certeza do que tal cena quer dizer e então consigam manter a maior similaridade possível entre livro e filme. “Eu gosto quando o filme é fiel aos acontecimentos do livro, sem inventar coisas, cortar personagens ou mudar aspectos importantes”, diz Alessandra Meirelles, estudante de Turismo que é apaixonada por literatura e agora vê seus livros preferidos indo parar no cinema. Ela ainda acrescenta quando questionada sobre o aumento da quantidade de adaptações atualmente, “Acho ótima essa popula
rização, porque os filmes conseguem atingir mais pessoas. Isso gera novos leitores e, mesmo para os que ainda assim não
querem ler, a mensagem que a história passa os atinge de alguma forma”.
Mas se engana quem pensa que com as adaptações o público se afasta do mundo da literatura e dá preferência aos filmes. Por serem distintas formas de expressão, elas focam aspectos diferentes. O tempo no cinema também é limitado, algo que não acontece com as páginas dos livros. Na maioria das vezes, as obras literárias apresentam muito mais detalhes da trama do que as obras cinematográficas. Desde particularidades
do local onde acontece a cena, até questões da personalidade do personagem. Isso faz com que, na maior parte das vezes, os fãs dos livros os prefiram ao invés dos filmes.
E não é porque assistiram ao filme sem conhecer a história que nunca vão o fazer. Dados comerciais das editoras mostram que a venda de livros adaptados aumenta, o que mostra como a parceria entre cinema e literatura pode ao invés de diminuir, impulsionar o consumo de livros e ajudar a popularizá-lo dentre diferentes gostos e faixas etárias. Isso é mais uma constatação de que as duas expressões artísticas podem e devem andar juntas, assim como aprender uma com a outra.