8º em revista Fev 2014 | Page 15

Que roupa trazes vestida? Quando entramos numa loja, escolher uma peça de roupa pode ser difícil: há muitas cores, texturas, preços, modelos, tamanhos… Surgem-nos dúvidas e questões : “Qual é a mais gira?”, “Qual é que fica melhor?” e “ Quanto custa?”. Poucas são as pessoas que acrescentam outras questões: “Em que condições foi feita aquela peça de roupa? “,”De onde veio?” e “Quem a fez? “. Raramente estamos conscientes que a peça de roupa que temos nas nossas mãos pode ter vindo “do outro lado do mundo”, que pode ter sido feita por uma pessoa da nossa idade, por pessoas que trabalham quase sem condições de higiene e segurança, com um salário muito baixo e muitas horas de trabalho (doze a catorze horas/dia ) e que não se podem revoltar ou fazer nada contra isso, porque não têm alternativas… Afinal, para sobreviver não somos nós que necessitamos delas, são elas que precisam de nós, consumidores. Quando compramos uma roupa em lojas de comércio justo ou a outras empresas onde as condições dos trabalhadores são melhores, estamos a contribuir para maior igualdade. Resumindo, neste artigo, eu alerto para que as pessoas, ao escolherem uma peça de roupa, para além de utilizarem critérios estéticos e económicos, se informem e reflictam um pouco sobre este assunto. Repara bem na etiqueta da roupa que trazes vestida. É importante. Sara Cal O meu objetivo, neste texto, é alertar as pessoas para que ao comprarem roupa a grandes empresas multinacionais estão a enriquecer empresas que não pagam salários dignos e que dão condições de trabalho e de vida tão precárias aos seus trabalhadores. Pessoas que são como nós, mas que tiveram o azar de nascer num país pobre. Para além disso, podemos exercer pressão sobre estas empresas para que mudem. 15