1964 As armas da política e a ilusão armada | Page 442

A LUTA CERTA1 N osso Partido condenou, desde o princípio, o caminho e a orientação dos grupos ultraesquerdistas. E aí estão os resultados da chamada guerrilha urbana, dos assaltos a bancos, dos atos ditos de repercussão, do sequestro de diplomatas etc. O que era anunciado como medidas iniciais, destinadas a preparar o surgimento da luta armada no campo, transformou-se num fim em si mesmo. As ações desses grupos, ao invés de provocar a mobilização das massas, estimulam sua passividade. Também não contribuem para a aproximação, coordenação e unidade das forças que se opõem ao regime ditatorial. Por outro lado, tratando-se de ações desligadas das condições concretas da luta das massas e da situação política do país, constituem, objetivamente, contra as intenções de seus autores, uma colaboração com a ditadura. Isso porque o grupo militar dominante delas se utiliza para atenuar as divergências existentes nas Forças Armadas e manter unidas suas bases de sustentação, para “justificar” o regime e fortalecer seu caráter policial, para incrementar as medidas repressivas contra o povo. Esses são, em poucas palavras, os principais resultados da atividade dos grupos ultraesquerdistas. Mas, se a prática é importante como critério da verdade, isso não significa que sejamos pragmáticos. Nossa orientação quanto ao problema das formas de luta não decorre do êxito ou do fracasso imediato da escolha desta ou daquela forma. Adotamos, a respeito, uma posição baseada nos princípios do marxismo-leninismo. 1 Editorial da Voz Operária, órgão central do 'F