Amigo de Verlaine, Rimbaud, Manet e Debussy, Mallarmé tornou-se mestre da nova geração literária (Paul Claudel, André Gide, Paul Valéry). Nas últimas décadas do século XIX, ficou célebre o seu modesto, mas requintado salão literário. Durante a maior parte da vida, Mallarmé dividiu o seu tempo entre o círculo literário em Paris e o retiro de Valvins, perto de Fontainebleau, onde morreu, em 9de setembro de 1898.
OBRAS:
:: Hérodiade. 1864-1867.
:: Brise Marine. 1865.
:: Les mots anglais. 1878.
:: Les Dieux antiques. 1880.
:: Pages. 1891.
:: Vers et de prose. 1892.
:: La musique et les letters. Paris: Perrin. 1895.
:: Vers de circonstance. 1920;
:: Contes indiens. 1927.
:: Thèmes anglais. 1937.
Todos os poemas de Mallarmé representam um esforço para esgotar as formas poéticas tradicionais, até o ponto em que o próximo passo a ser tentado seria a organização de uma nova estrutura poética, independente do legado tradicional. Essa tentativa foi feita no poema dramático em prosa (de publicação póstuma) "Igitur ou La Folie d'Elbehnon". A tentativa foi retomada em "Un coup de dès jamais n'abolira le hasard", que rompe com as estruturas tradicionais da poesia.
O poema estende-se no espaço de uma página dupla, escrito em caracteres variados que sugerem uma leitura múltipla e simultânea, mas não aleatória. Quase toda a moderna discussão crítica em torno de Mallarmé se centraliza nesse poema, a partir do qual a importância de sua obra anterior foi reavaliada. As inovações desse texto exerceram poderosa influência sobre as vanguardas literárias do século XX, em países como Portugal, Estados Unidos, Alemanha e Brasil (concretismo, Praxis, Ptyx, Veredas etc.), especialmente pelo modo como o poeta investiu de função expressiva a utilização dos espaços em branco e dos tipos escolhidos para a impressão, configurando pela primeira vezo que se veio a chamar "sintaxe gráfico-visual".
Stéphane Mallarmé - foto: Paul Nadar em 1896 (detalhe)
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