. Em seu livro, “Arthur Rimbaud: correspondências” lançado no Brasil em 2009, é relatado um pouco sobre esse relacionamento conturbado. Há também o filme-biografia “eclipse de uma paixão” em que o poeta é interpretado por Leonardo Dicaprio
Um dos apreciadores da obra de Rimbaud foi Henry Miller, escritor americano subversivo dos anos 30 que também viveu em Paris. “Até que o velho mundo morra de vez, o indivíduo 'anormal' será cada vez mais a norma. O novo homem se encontrará quando a guerra e a coletividade entre o indivíduo cessar. Veremos então o tipo de homem em sua plenitude e esplendor", disse Miller sobre Rimbaud. Algumas de suas principais obras são: “uma estação no inferno” de 1873 e “Iluminações” de 1886. As duas falam sobre as novidades estéticas de se escrever literatura com uma linguagem mais literária e complexa, sendo que as ideias de Rimbaud, nasciam da sinergia entre o verbo e tudo que os sentidos interpretavam.
Nos seus 20 anos, Rimbaud, abandonou a literatura e retornou a sua vida sem rumo que levava quando ainda era um adolescente. Começou a trabalhar com comércio de café na Etiópia, chegou a fazer parte do exército das colônias holandesas, também tráficou armas em Ogaden e conseguiu visitar o Chipre e Alexandria. Sua caminhada precisou se encerrar quando sua perna foi amputada, devido a um câncer no joelho.
Após esse episódio, Rimbaud morreu no dia 10 de novembro de 1891 em Marselha após anos sofrendo. Uma de suas frases mais marcantes era que “ A nossa pálida razão esconde-nos o infinito”
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